quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bancários estão em greve por melhorias nas condições de trabalho e salário


    Entre as exigências estão valorização do piso salarial, aumento real de 5% e melhores condições de trabalho

27/09/2011
 da Redação 

   Bancários de todo o Brasil decretaram greve a partir desta terça-feira (27), paralisando atividades em 25 estados e no Distrito Federal. Apenas os trabalhadores do estado de Roraima não aderiram ao movimento, que tem o objetivo de pressionar a abertura das negociações e o atendimento das reivindicações da categoria.

    Entre as exigências de ordem econômica, os bancários buscam a valorização do piso salarial e o aumento real de 5% nos salários. Além do reajuste nos vales alimentação e refeição, pedem também participação nos lucros ou resultados.

    Já nas negociações das cláusulas sociais, a categoria tenta reverter o quadro em que atualmente se encontra de cobranças por metas abusivas de produtividade e assédio moral no ambiente de trabalho. Além do fim dessas práticas, querem também mais contratações por concurso público, mais segurança para funcionários e clientes contra assaltos nas agências e melhorias na assistência médica e psicológica.

    Os bancários estão entre as categorias que mais sofrem com adoecimento por causa da rotina de trabalho. Segundo levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 6,8 mil bancários do país foram afastados por doenças entre janeiro e junho de 2009. Desses, mais de 2 mil por Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT). Já outros 1,6 mil, por transtornos mentais.

    Já pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) revela 181 suicídios de bancários entre os anos 1996 e 2005, uma média de 18 por ano.

    Em nota a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entidade representativa do setor patronal, afirmou que está disposta a negociar e que a greve por melhorias nas condições de trabalho e salário é “fora de propósito”.

    "Esperamos que a greve faça com que os bancos apresentem uma proposta que garanta emprego decente aos bancários. Com lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre deste ano, os bancos possuem todas as condições de atender as reivindicações da categoria", afirma o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.

Até o momento a categoria tem a proposta de 8% de reajuste, correspondente à inflação e aumento real.

(Com informações da Agência Brasil e Rede Brasil Atual)

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